10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou uma lista das "10 estratégias de manipulação" através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais" (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas').


2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES

Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.


3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.


4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.


5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.


6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...


7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores.


8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...


9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!


10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

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Usar pra tudo

Presença virtual não é tarefa simples e manter tudo em dia pode ser mais confuso do que parece, sua colocação no meio virtual não é dicotômica entre o pessoal e o profissional, é preciso entender que na rede tudo está misturado e você deve harmonizar as partes para que uma ajude a outra,acontece que como tudo ainda é experimentação cometemos muitos erros e muitas vezes o profissional atrapalha o pessoal e vice versa.

Vejo hoje uma proliferação de entendidos de internet pra tudo quanto é canto e que muitas vezes cobra caro oferecendo um serviço medíocre ou mercenário ou os dois, eu já cai em situações escabrozas de todo tipo contratando pessoas para realizar serviços para mim na web, por isso resolvi fazer com minhas próprias mãos e descobri que ninguém sabe tudo de internet e como na vida todo mundo tem algo a acrescentar.

Estou conseguindo cada vez mais a potencializar o que faço e integrar o pessoal e profissional de forma que um complete o outro. Sites, ferramentas e rede sociais tudo faz parte mas nada individualmente ou isoladamente basta. A forma como vou moldar a minha presença virtual valerá no futuro como, meu raio-x, minha identidade, meu passaporte, minha biografia e tudo mais que precisar.

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De volta aos filmes.


Depois de um longo silêncio, vou comentar 4 filmes que assisti.

Valsa com Bashir, este filme já vale a experiência de assisti-lo por misturar três formas de fazer o audiovisual que aparentemente não funcionariam todas juntas, ficção, documentário e animação. A primeira coisa que me chamou atenção foi a animação toda em preto e amarelo com imegens duras e movimentos contidos que mostra um resultado muito legal que me lembrou a abertura do desenho Johnny Quest, mas a valsa não é desenho pra criança e até acho que não é pra muito adulto, o filme conta a história de ex-soldado de Israel na Guerra do Líbano que não consegue lembrar o que aconteceu e parte em busca de respostas perguntando a ex-companheiros de guerra, o filme se deserrola em um formato de documentário com depoimentos dos ex-combatentes que por vezes se torna enfadonho e cansativo além das cenas de guerra que por ser em animação e por mais real que pareça nos da a sensação que as coisas não aconteceram da maneira que o soldado imagina na cabeça dele, interessante é ver que no final apesar de toda forma inusitada de contar esta história o final surpreende nos mostrando que a realidade e dura e que nos defendemos dela criando a realidade que queremos ou simplesmente apagamos da nossa memoria.

Girassóis Cegos, é um filme com título, enredo e proposta mais reflexiva, por tratar de um período que sempre gera muitas histórias como foi o duro regime ditatorial do general Francisco Franco na Espanha, os mais variados filmes já foram feitos sobre períodos negros da história de vários países, mas este filme é fraco, chato e previsível. Um diácono da igreja católica e ex-soldado do regime é prefessor de uma escola primária e fica doido pra cair na tentação da carne com a mãe de um de seus alunos, só que a mãe em questão esconde o marido, contrário ao regime na própria casa, deixando todos acreditarem que ele está desaparecido, só que a história não se desenvolve e nem se revela mais nada fica tudo num rame rame entre a mãe e o padreco tarado que culmina nele descobrindo o marido escondido na casa mas é só, até no início aparece uma filha mais velha do casal que foge e morre logo em seguida sem fechar com mais nada do filme, realmente muito fraco.

Montros vs Aliens
, vi este filme no cinema pra experimentar a nova tecnologia 3D tão festejada nas salas de cinema, num primeiro momento impressiona ver as imagens saindo da tela mas esta boa impressão dura 5 minutos e depois caimos na velha questão que justifica assistirmos um filme, uma boa história e aí tenho que cair no lugar comum, pois desde que a animação computadorizada se firmou no mercado e os grandes estudios investiram e criaram este novo gênero, ninguém teve a consistência da Pixar e infelizmente Monstros vs Aliens é da Dreamworks, que teve algumas bolas dentro como Shreck e Madagascar mas nada definitvo como Toy Story, Procurando Nemo e mais recentemente Wall-e que já são clássicos como tantos outros do estudio e o filme em questão não empolga em nenhum momento com uma história iverossímel e longa demais, só as crianças mesmo pra aguentar.

Choke, Victor é um viciado em sexo em tratamento, mas ele só comparece as reuniões para se encontrar com possíveis parceiras doentes como ele, filho de mãe solteira e vivendo de um subemprego no qual ele despreza, sua vida se limita em satisfazer seus desejos sexuais e visitar sua mãe moribunda em uma clinica psiquiatrica onde ele também aproveita pra alimentar seu vicio com todas as enfermeiras, até que ele se interessa por uma nova médica da clinica e seu envolvimento com ela se torna uma intrincada viagem de auto-conhecimento e pseudo espiritualidade, o legal do filme que ele não tem compromisso em ser crível nem para o protagonista e muito menos para o espectador e cai na armadilha quem quer. Por esses motivos Choke é uma ótima surpresa em um filme que não teve muita repercussão e por isso mesmo é divertidamente despretencioso e um conto bem feito.

Sim Senhor, Jim Carey em mais uma comédia chatinha, era essa a idéia que eu tinha antes de ver o filme, mas como comédias bobinhas também são legais de ver, se você não tiver preconceito e quiser desopilar o fígado. Carl é um cara desgostoso da vida, não ve mais graça em nada, nem no trabalho, nem nos amigos, nem em nada, além de tudo perdeu o amor da sua vida, um belo dia um amigo que não o vê a muito tempo percebe que ele está como um tomate amassado e o convida para uma palestra do Sim, sem levar muita fé no papo do sim ele acredita ter firmado um contrato em que só pode dizer sim para qualquer coisa que lhe perguntarem ou para qualquer oportunidade que lhe aparecer, apartir daí tudo muda na vida dele e muda para muito melhor, chegando a níveis que ele nunca havia nem sonhado, até que ele se torna um xiita do sim e tudo parece perder o sentido. O filme que parece ser só diversão e noventa e nove porcento dele é, tem em um porcento dele uma mensagem legal, contrária ao que hoje a maioria de nós nos submetemos que é dizer não para praticamente tudo e todos e talvez por um segundo devamos dizer sim para a vida ou pelo menos para o filme e se divertir.

Valeu.

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Filmes vistos, filmes criticados

Duas semanas voaram e só consegui assistir 4 filminhos, vamos a eles:

Outlander, ação, fantasia e um pouquinho de ficção científica. O filme se passa na Noruega da época dos vikings mas o mote da história é a chegada do forasteiro  que desce de uma nave espacial a caça de um ser alienígena. O filme poderia ter um monte de situações interessantes com o embate entre um forasteiro que tem uma tecnologia avançada e os violentos e primitivos vikings, mas esse é digamos um filme B com efeitos especiais de qualidade e diversão simples para anestesiar o cérebro que de vez enquanto é bom. o forasteiro é vivido por Jim Caviezel, que já protagonizou a figura de Jesus em A Paixão de Cristo, e de novo é o "escolhido" só que agora de forma bem mais prosaica, o objetivo de Kainan é achar e matar o alienígena que sobrou de um planeta que ele conquistou e dizimou todos os outros da mesma espécie, nada legal do ponto de vista ecológico mas quem disse que esse filme é pra isso é ação e aventura e ponto final.

Encontros do Fim do Mundo, é um documentário que mostra os encontros e perspectivas de vida das pessoas que foram parar lá nas geleiras do polo sul, estudando vulcão, plantas, pinguins ou se estudando, pois o que as pessoas parecem mais fazer lá é se estudar e estudar os rumos que estamos dando neste planeta, a imensidão branca, gelada e silenciosa pauta o filme e nos coloca a uma reflexão constante já que lá não tem mais pra onde ir a não ser voltar, então a pergunta que nos segue desde o momento que nascemos fica em caixa alta, " QUE DIABOS ESTAMOS FAZENDO AQUI?" e essa pergunta não é só pra quem ta lá, é muito mais pra quem tá aqui, perdemos muito tempo com coisas de pouca importância pra não termos que que fazermos perguntas difíceis a nós mesmos. O diretor Werner Herzog, de "O Homem Urso" é um documentarista de mão cheia e mais uma vez acerta ao apontar sua câmera ao mesmo tempo para as pessoas e para o planeta.

O Menino do Pijama Listrado, é mais um filme sobre a segunda guerra mundial, é mais um filme que a visão é de uma criança sobre a realidade, mas como na alegoria da caverna, nós desde os primórdios gostamos de ouvir histórias e cada um tem um jeito de contar a sua. Bruno é um garoto de oito anos e é filho de um oficial nazista, para ele o pai é uma referência e motivo de admiração, nesta idade tudo parece extremamente simples e a única coisa que queremos é brincar, brincar nos ajuda a entender o mundo e com Bruno não é diferente, alheio a guerra que seu pai milita, ele e a familia são tranferidos da capital para uma zona rural onde a nova casa mais parece um quartel, apesar de não querer ir Bruno não tem opção e ao chegar procura rapidamente explorar o local para brincar e buscar novos amigos, a casa aparentemente isolada, só tem mais próximo uma "fazenda" que na visão do garoto é um possível local para fazer novos amigos, uma das piores coisas deste período foram que as atitudes eram pautadas em mentiras e omissões e alheio a isso Bruno se torna cada vez mais curioso em conhecer as pessoas da "fazenda" apesar de terem o estranho hábito de só andarem de pijamas listrados, sendo um pouco poupado pela mãe e um pouco negligenciado por todos, Bruno vai descobrindo cada vez mais coisas e vai tirando suas própias conclusões, numa dessas explorações ele conhece um garoto da "fazenda" chamado Shmuel, triste e calado Shmuel tem também sua própria visão da dura realidade que passa, uma forte amizade começa apesar da cerca de arame farpado que os separa, os dois tem em comum a admiração que nutrem por seus respectivos pais e é por causa deles que o destino une os dois. Mentira, admirição, inocência e crueldade formam uma mistura amarga em que ninguém sai ganhando, mas parece ser da natureza humana.

O Casamento de Rachel
, Kim é uma jovem viciada em drogas que sai da clínica de tratamento para participar do casamento de sua irmã,mesmo após um longo período sem ver os parentes os ânimos ainda não amenizaram com relação as mágoas e ressentimentos que todos tem com ela, as vezes agindo correntamente ou as vezes não, nada parece mudar o julgo intrasigente misturado com sentimento de pena das pessoas próximas a ela, principalmente seu pai, sua mãe e sua irmã, como agravante Kim foi protagonista, devido a sua dependência, de uma tragédia familiar e como acontece em muitas familias independente do tipo de problema tudo fica muito mal conversado e mal resolvido e as pessoas vão levando, nossa protagonista a sua maneira grita por socorro, apesar dela mesmo não se perdoar. O filme é todo feito em enquadramentos fechados nos assinalando que as relações são próximas e que o caminho é sermos generosos uns com os outros, alguns conseguem e outros ainda não.

Como não tenho conseguido ver cinco filmes por semana e para não ficar longos períods sem criticar, agoar vou ver um filme e comentar em seguida, fazendo posts individuais.

Espero que tenham gostado.

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Só 4 filmes esta semana.

Esta semana não deu pra ver 5 e por isso vou comentar somente os 4 que vi.

Desde já agradeço os e-mails de incentivo e os comentários sobre os filmes criticados até aqui. Continuem isso é estimulante pra mim.

Vamos aos filmes

Watchmen, é uma série publicada pela DC Comics na década de 80 e foi um marco na história dos quadrinhos, escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons a série dividida em seis capítulas deu um nó na cabeça da garotada da época e transformou definitivamente quadrinhos em literatura também para adultos. O filme é dirigido por Zack Snyder que podemos considerar um especialista em adaptações de revistas em quadrinhos para o cinema, Snyder foi o diretor de 300 de Frank Miller e ganhou notoriedade por seu apurado detalhismo na produção e sua intervenção praticamente inexistente na transcodificação do quadrinho para o cinema, ele percebeu que além de ótimas histórias os quadrinhos já são storyboards prontos e sendo fiel a cada quadro ele consegue agradar em cheio aos fãs, normalmente nerds chiitas, gerando assim um boca a boca involuntário até mesmo por que ser nerd hoje virou moda. O filme se passa no agora longíquo ano de 1985 em uma realidade paralela em que os Estados Unidos venceram a guerra do Vietnã e que o presidente Nixon ao invés de renunciar foi reeleito e governa o país naquele ano, os anos 80 foram o auge da guerra fria e é entorno da iminência de uma nova Guerra Mundial que a trama se desenvolve, os super-heróis do título já não existem mais, pois através de uma lei o governo baniu a atuação de qualquer vigilante mascarado, apesar da intervenção essencial dos heróis para a sua vitória na guerra do Vietnã. A morte do Comediante o mais velho dos vigilantes que pertenceu os Minutemen grupo anterior de heróis, que é apresentado nos créditos, levanta a suapeita de um conspiração para eliminar aqueles que um dia foram vigilantes e isso faz com que pouco a pouco cada integrante do grupo volte a ativa para uma última e derradeira missão que envolve mais que suas vidas e sim as decisões tomadas unilateralmente para o fim ou preservação da raça humana, o filme apesar de ser de ação, com efeitos especiais incríveis e os personagens principais usarem máscara, Watchmen definitivamente não é filme pra criança que narra de forma criativa o intrincado jogo político que ocorreu na década de 80. Esse talvez seja um dos filmes do ano apesar de ser para um nicho específico e muito gente vai entrar e sair do cinema sem ter sacado do que se trata. Vale o risco.

Ten inch Hero, filme feito para meninas adolescentes curtirem um dos ídolos teen do momento, realmente não sei o que me deu de assitir esse filme, eu gosto de comédias românticas mas essa não é grande coisa. Uma garota que teve uma gravidez na adolescência parte para uma cidade na Califórnia em busca do casal que adotou sua filha, lá ela se emprega em uma lanchonete se envolve com a vida e os dramas dos funcionários e seu patrão assim como eles se envolvem com o drama dela, tudo parece dar incrívelmente certo mesmo quando dá errado e culmina com um final alá novela da Globo com cada personagem encontrando sua cara metade. Pfuuuu

O Lutador, é a confirmação da ressurreição de Mickey Rourke como ator, ele já foi galã no clássico 9 1/2 Semanas de Amor e depois fez uma sucessão de porcarias até que deu no saco e resolveu ganhar a vida como lutador de boxe e foi mais uma sucessão de fracassos acompanhado de muita porrada na cara e uma série de cirurgias plásticas mal sucedidas que culminam na figura no mínimo estranha que temos hoje, que deve ter ajudado a produção a economizar na maquiagem do personagem. O filme conta a história de um lutador de Wrestling (luta-livre ou telecatch) que teve seu auge em 1989 e agora vinte anos depois ainda tenta sobreviver com o resto de fama dos seus tempos de glória, Randy "The Ram" Robinson é um personagem parado no tempo e aprisionado na solidão da sua fama, o ser humano por trás do lutador sofre como qualquer um mas o personagem não o liberta para ser uma pessoa comum, até que sua velha carcaça sofre um ataque cardíaco e Randy se vê incapacitado de continuar lutando e ao tentar mudar de vida ele se mostra uma pessoa emocionalmente frágil e sem capacidade de trasformação, uma grande atuação de Mickey Rourke que lhe rendeu uma indicação ao Oscar e confirmou que ele é um excelente ator e que a contrário do personagem tem grande capacidade de se reenvientar e nenhum apego a suas glórias do passado.

Dúvida, um padre e uma freira se enfrentam em uma escola católica em uma discussão motivada por uma suspeita de aliciamento de um menor e único negro que estuda na escola, um roteiro bem feito e um elenco muito bom conduzem ao espectador hora a pender em favor do padre ora em favor da freira e aqui não cabe dizer quem está certo e sim saber conviver com a dúvida que sempre paira em várias ocasiões de nossas vidas e que não cabe a nós julgarmos as atitudes dos outros sem termos provas. Assista que esse filme vale a pena e faz pensar.

Até a semana que vem

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Filmes pós-carnaval

Após o recesso do carnaval, retomo novamente os comentários sobre os filmes que vi esta semana.

Curiosamente quase todos os filmes tiveram relação ou com nosso destino inevitável, a morte ou com preconceito ou os dois.

Os filmes:

O Expresso conta a história de um garoto chamado Ernie Davis que logo cedo descobre que tem uma vocação na vida, correr, sua habilidade na corrida o leva aos campos de Futebol Americano. Ernie Davis era um fenômeno do esporte, o único problema era que por ser negro numa América racista do final dos anos 50 início dos 60 Davis sofreu todo os tipos de obstáculos para buscar seus objetivos. O filme é ao mesmo tempo a clássica história de saga do herói que supera todos os desafios e também biográfica porque Ernie Davis realmente existiu e é um ídolo e referência de luta para os americanos no período que negros não podiam frequentar os mesmo lugares que brancos, a luta pelos direitos iguais ainda iniciava, Davis não tinha discurso político, mas sua postura dentro e fora de campo e a consciencia de sua capacidade o colocavam em lugar de destaque, vale destacar também que o filme se propõe a passar uma mensagem edificante e como não pode deixar de ser tem sempre o que podemos chamar de clichês da saga, como o guru que o orienta, neste caso dividido em três personagens o técnico, o ídolo de futebol e o avô, todos colaboram para que o herói seja lapidado como um diamante nas mais diversas adversidades, mas como a vida não se preocupa com happy end o nosso herói no final é vencido, o filme é legal como uma boa sessão da tarde deve ser.

Milk é um dos filmes que estiveram no oba oba da premiação do Oscar este ano e levou o prêmio de melhor ator com o agora inquestionável Sean Penn. Harvey Milk era uma cara que levava sua vidinha pacata, mundana e homossexual ou gay como ele mesmo preferia chamar em Nova York nos anos 60, pretes a completar 40 anos Milk decide dar uma guinada na sua vida ao lado do companheiro Scott e vai morar em São Francisco, abrir uma loja de fotografia, hoje referência gay muito graças a Milk, a cidade na época era extremamente fechada e avessa a qualquer tipo de manifestação deste tipo, Harvey intencionalmente começa a transformar a rua de sua loja em um reduto para seu pares chegando a ser conhecido como o Prefeito da Rua Castro, além disso era um visionário e líder por natureza e logo percebe que a brincadeira poderia e devia ficar mais seria e com apoio de seus amigos ele embarca na empreitada de se eleger a um cargo público, lutando abertamente pela causa e direitos dos gays na cidade de São Francisco, Harvey também se tornou referência por sua abnegação, compromisso e foco em uma busca que durou praticamente dez anos para que ele fosse eleito. O filme é sobre luta e busca de um objetivo maior que é pensar na comunidade, mas como o herói é gay talvez sofra a mesma desconfiança que sofreu Broke Back Montain alguns anos atrás aqui no Brasil, muito falado mas pouco assistido. Deixe o preconceito de lado e assista um grande elenco dirigido pelo sempre talentoso e polêmico Gus Van Sant.

Quem quer ser um Milionário?
O grande vencedor do Oscar deste ano que desbancou o filme de Brad Pitt e David Fincher o Curioso Caso de Benjamin Button. Conto de fadas moderninho, sobre a história de um garoto que é apaixonado pela mesma menina desde a infância, um mote bem batido mas é basicamente isso, o filme engana nossos olhos com seus maneirismos estéticos de camera na mão, edição videoclip, muita pobreza e história contada de trás pra frente mas ao mesmo tempo linear que da uma falsa sensação que estamos vendo um filme super arrojado, o diretor Danny Boyle tem uma cabeça enorme mas aparentemente apenas uma coisa nela ,ganhar a bendita estatueta, a mesma obssessão que assombra alguns cineastas tupiniquins, finalmente Danny conseguiu e o mérito não se discute, palmas para ele, mas o filme não é lá grande coisa, é de uma previsibilidade e maniqueismo patéticos, Jamal é um garoto pacato que tem um unico objetivo na vida salvar a namoradinha das mãos dos malvados bandidos, todo mundo com excessão de Jamal é mercenário e acredita que só ficando muito rico a vida pode ter algum sentido, mas nosso herói é desapegado de bens materias apesar de ser obstinado ao ponto de mergulhar na merda, literalmente, por um sonho, isso irremediavelmente nos conecta com nossa essencia e nos obriga a torcer pelo herói que supera todas as adversidades simplismente porque estava escrito com o próprio filme ratifica. Assista e forme sua opinião.

Cadilac Records
é um filme que peguei sem ter a menor idéia do se tratava e confesso que me divertiu despretenciosamente contando a história da primeira gravadora que lançou astros negros do blues e do jazz na música e sem intenção criou o rock o ritmo mais influente do século XX, o judeu Leonard Chess deu oportunidade a um time de musicos impar no anos 50 como Muddy Water, Etta James e Chuck Berry este último um ícone do ritmo que pode se dizer criado por ele, é legal ver que quando uma coisa tem força e verdade nada segura nem as barreiras do preconceito racial tão claras na época resistiam quando Chuck subia no palco, mas o filme centra o foco na gravadora desde seu inicio até seu fim melancólico, não conseguindo acompanhar a modernidade que eles foram precursores.Filme divertido e interessante.

Gran Torino é o nome de um carro que Walt Kowalski como funcionário da Ford ajudou a fabricar em 1972 e o guarda com grande orgulho em sua garagem, o Sr. Kowalski é hoje um velho ranzinza que lutou Segunda Guerra Mundial que acaba de enterrar sua amada esposa e tem um péssimo relacionamento com seus dois filhos e consequentemente com as noras e netos. Sozinho e avesso ao convívio social ele observa a degradação do seu bairro e chegada de vizinhos imigrantes de países asiáticos que não por acaso ele odeia e constantemente se recorda de ter tirado a vida de alguns durante a guerra, limitando-se a defender o espaço sua caso como uma base de resistencia ao inimigo Walt ao poucos vai nos revelando que apesar de um homem duro é também solidario, bom e generoso a seu modo claro. Clint Estwood que é a demonstração viva que podemos produzir criativamente até o último suspiro, protagoniza, produz e dirige este filme que só não é excelente por sua última parte cair no lugar comum do cowboy americano que quer vingança sobre os malfeitores, uma pena. Assita mesmo assim.


Até semana que vem.

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Gabriel Costa

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4 filmes que vi + 1

Olá Amigos,

Gostei muito do resultado do meu primeiro e-mail e por isso vamos para uma nova rodada de filmes que vi.

Esta semana ao invés de 5 filmes vão ser 4+1, 4 filmes que vi esta semana e 1 que já tinha visto.

Os filmes:

O primeiro filme foi O Curioso Caso de Benjamin Button, filme que é grande favorito ao Oscar, de um diretor que eu gosto muito, David Fincher, que dirigiu a dez anos atrás o Clube da Luta e retoma novamente sua parceria com Brad Pitt. O filme é uma adaptação do conto de mesmo nome escrito por F. Scott Fitzgerald, a premissa da história é extremamente interessante, imagine se nascêssemos com 90 anos de idade fisicamente e com o passar do tempo fossemos ficando cada vez mais jovem até a morte? Confesso que isso já havia passado pela minha cabeça e acho que muita gente já pensou nisso também e por isso criei uma espectativa sobre o filme e isso é o que de pior podemos fazer antes de assistir a uma obra cinematográfica, pois a possibilidade de nos decepcionarmos é grande e foi o que aconteceu. Não li o livro e não gosto de comparações entre livros e filmes adaptados pois sei que são linguagens bem diferentes, mas acho que é justo fazer uma comparação do filme com indicados ao Oscar, que sempre seguem um padrão de conduta que obriga a quem quer concorrer as estuetas moldar um formato que seja palatável ao espectador medíocre (Sem tom pejorativo, medícre = mediano) e por isso a história não decola,  quando podíamos esperar situações inusitadas e extremamente reflexivas da nossa condição humana na aventura da vida, temos apenas um história simplória de uma cara que enquanto jovem/velho era curioso mas não se permitia ter a ansiedade da juventude por limitações físicas e quando se torna um velho/jovem sua muitas experiências vividas o tornam uma pessoa no auge do seu vigor físico é igualmente sereno agora por seu cérebo não ser mais de um garoto, se alguma coisa fica desse filme e na forma até como ele foi feito, foi de que a sabedoria está em escolhermos o meio termo, pois os extremos atrapalham nossa jornada. Vale ver mesmo assim.

O segundo filme foi O Leitor, não tinha a menor idéia do que se tratava mas me interessei em assistir só pelo fato de ter Kate Winslet no elenco. Um adolescente de 15 anos na Alemanha Ocidental tem um caso amoroso com uma mulher mais velha no verão de 58, aparentemente no início achamos que é apenas uma mulher mais velha iniciando sexualmente um garoto, mas logo percebemos existe uma troca de favores onde cada um oferece o que outro quer, enquanto Michael quer liberar seus hormônios juvenis, Hanna é analfabeta, uma mulher dura e amarga, mas tem um grande facínio por histórias que podemos conhecer através da leitura que é prontamente suprida por Michael. Mas como os dois sabiam este romance não tinha futuro e subtamente em uma visita de Michael a Hanna, ele descobre que ela havia se mudado sem deixar vestígio, a vida segue e Michael vai para a faculdade de direito e em uma aula expositiva de um julgamente de simpatizantes nazistas Michael reencontra Hanna entre um dos réus, aí que a história se torna interessante pois o filme é todo contado como lembranças de Michael já homem maduro e tudo já está consumado aparentemente, durante o julgamento Hanna é condenada a prisão perpétua justamente por guardar um segredo que Michael conhece também, é interessante o olhar dado para um dos piores períodos da história e coloca-lo distanciado dos valores políticos ou religiosos e vermos as pessoas e não como um massa sem rosto, todos sabemos que a história é contada por que venceu e não podemos ser hipócritas, seja um regime, seja uma religião ou a sociedade, todos são representações da coletividade, mas esta coletividade é formada por indivíduos e quando botamos a luz sobre um único indivíduo o todo não mais o representa pois cada um de nós somos únicos em nossas virtudes e mazelas. Interessante é ver a parte final desta história de amor, em que Michael passa a ler para Hanna mesmo presa através de fitas cassetes enviadas para ela regularmente e que através das fitas Hanna se auto-alfabetiza e sua perspectiva de mundo é visivelmente mudada para além das paredes da sua cela. Recomendo muito que vejam.

Quando fazemos um filme sempre queremos passar para os outros algo que achamos importante. O terceiro filme chama-se O Escafandro e a Borboleta e também fala de prisão. A câmera na maior parte do tempo é a visão de Jean-Do, editor da revista Elle que tinha uma vida bem-sucedidamente comum, até que sofre um derrame que o paralisa quase totalmente, deixando movimentar apenas um olho. Mas a imaginação e a memória de Jean-Do estão intactas e ele se mostra um cara perspicaz e muito bem mau-humorado o que o torna nosso herói que nesta aventura desafia os limites do corpo, que nesta condição é um escafandro pesado e tenta levar da melhor forma possível o seu convívio com familiares e amigos se comunicando e interagindo com UM OLHO e mostrando que nossa alma e nossa mente são as grande dádivas do ser humano, livre sempre como um borboleta. Muito bom, veja.

Che - O Argentino é a biografia do grande momento da vida de Ernesto Guevara, que foi a Revolução Cubana. Che é um ícone revolucionário, histórico e pop que marcou o século XX, labutou por uma causa que para muitos hoje pode parecer romantica e ingênua, muito mais que um comunista, Che era uma homem que pensava no coletivo e acreditava que só podemos viver bem se todos tiverem condições para isso e era capaz de morrer por isso. Valores éticos muito bem definidos pautaram sua vida e o tranformaram no personagem que é, valores que não tem cunho político de esquerda ou direita, nem comunista, nem capitalista, é de uma coragem e entrega que vimos poucas vezes na história. Quando realmente homens se tornam únicos, quando nada o seduz, nem a vaidade, nem o poder, nem o caminho mais fácil e Che é assim mostrado no filme. Steve Soderbergh é um diretor talentoso e expõe sua visão sobre o momento tentando mostrar um distanciamento imparcial que da beleza ao filme, Benicio Del Toro está muito bem incorporando Che Guevara e acho o filme vale apena ser visto e debatido apesar de vivermos outra época hoje.

Por último quero recomendar Persépolis, originalmente lançado como história em quadrinhos se tornou uma bela história de animação que conta de forma autobigráfica a infância até a idade adulta de Marjane Satrapi que autora e desenhista do livro e diretora do filme, Marjane é conteporânea minha e viveu sua infância e adolescência nos maravilhosos anos 80 mas ao contrário de mim brasileiro e latino americano, Marjane nasceu num país milenar marcado por anos de guerras e opressões o antigo Império Persa e hoje conhecido como Irã. Nos anos oitenta eu assistia na televisão falarem da guerra Irã x Iraque mas não tinha menor idéia do que se tratava e Marjane estava lá vivendo e tendo experiências semelhantes as minhas como qualquer criança, mas em um cenário de regime autoritário de cunho religioso muçulmano e em guerra com o país vizinho tão autoritário quanto do ditador Saddam Husseim na época aliado dos americanos. Mais uma vez com no filme O Leitor o interessante é o olhar sobre o indivíduo e suas experiências e escolhas na jornada da vida, independente dos momentos históricos. Veja animação não é só para crianças.

Bom espero que gostem e vejam todos.

Beijos
Gabriel Costa

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5 filmes que assisti esta semana.

Amigos,

Esta semana retomei um velho hábito a muito esquecido, ver filmes e como
muitos sabem cinema é uma das coisas que realmente gosto e procuro me
aprofundar.

Por isso quero compartilhar um pouco disto com vocês.

Esta semana assisti a 5 filmes:

O primeiro foi Vicky Cristina
Barcelona
o filme mais recente de Woody Allen, o cineasta novaiorquino é do tipo ame-o
ou deixe-o pois seus filmes tem um esteriótipo de ser "cabeça" o que para
muita gente se torna impessável se o grande barato de ver um filme é
justamente não pensar. Vicky Cristina Barcelona é ao contrário do que se
possa imaginar um filme leve, sem grande elocubrações mas totalmente Woody
Allen que parece que encontrou um novo alter ego na atriz Scarlett Johansson
só que muito mais bonita.
O filme conta a história de duas amigas americanas que vão passar um verão
em Barcelona e se envolvem em um triangulo amoroso com um artista plástico
recém divorciado, o grande barato do filme é ver o velho diretor ainda se
preocupa em deixar o legado de que devemos ser felizes e buscar fazer aquilo
que realmente temos vontade independente do que a convenção nos impõe. Vale
a pena assistir! [?]

Linha de Passe foi o segundo
e confesso que foi tudo que eu esperava de um filme do Walter Salles,
diretor que pauta sua filmografia em olhar para o povo pobre brasileiro ou
seria o pobre povo brasileiro, é um resquício rançoso de um cinema pseudo
engajado que no fundo bebe nas mazelas da pobreza brasileira pra ser cool na
Europa, acho um saco, mesmo reconhecendo que o diretor tem o domínio da
técnica e uma capacidade poética de contar histórias, Walter Salles o pobre
menino rico não consegue ir além do que vemos quando olhamos para a rua de
dentro do carro com ar condicionado e nos comovemos com crianças de rua,
emoção de bosta que passa assim que o sinal abre. Linha de Passe que pra mim
já começa estranho no título pois mostra uma familia pobre da periferia de
São Paulo que um dos intergrantes que ser jogador de futebol mas essa não é
a história central na verdade o filme tem 5 histórias que correm em paralelo
e que tem finais distintos, o filme não diz a que veio e simplesmente
ratifica pela enésima vez que o povo pobre é fodido e sofre muuuuito.
Assista por sua conta e risco.

Sam Mendes é o diretor de Foi Apenas Um
Sonho
, seu maior sucesso até hoje foi o oscarizado Beleza Americana que muita gente
não gostou ou não entendeu, acho que ele faz filmes para incomodar e
criticar os valores da sociedade e em certos aspectos valores americanos que
de uma forma ou outra assimilamos em nossas vidas. O filme conta a história
de um jovem casal de classe média nos anos 50 na época de ouro do século
passado, aparentemente tá tudo certo na vida deste casa jovem e bonito,
muito bem interpretado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, eles tem 2
filhos, uma bela casa, ele um belo emprego, se amam e tudo mais até que
decidem dar um outro rumo em suas vidas e irem morar em Paris, essa decisão
que era uma mudança que eles sempre cogitaram é motivada inicialmente por
uma frustação profissional dela e que em seguida percebe-se a frustação
profissional também dele e o mais interessante é ver que sair das convenções
sociais é dificil e incomoda e muito mais quem está a nossa volta, que acaba
conscientemente ou inconscientemente nos pressionando a desistirmos de ousar
e buscar o que queremos para nossas vidas, nesse aspecto vale ver este filme
em sequência ou do Woody Allen e ver que eles tem semelhanças no que tange a
quebra de paradigmas, em ser feliz e não obedecer convenções sociais.
Assista preparado.

Queime Depois de Ler, filme
muito doido dos irmãos Coen, admiro muito esta dupla primeiro pela
capacidade de trabalharem sempre juntos e segundo que eles não se apegam a
formula, nem nada e por isso já fizeram filmes memoráveis como Fargo e Onde
os Fracos Não tem Vez. Esse filme pode ser classificado como um comédia mas
muito mutchio ácida pois tem que entender minimamente a sociedade americana
pra achar alguma graça, que não é pra gargalhar e sim dar aquele risinho de
canto de boca, uma sucessão de personagens que não valem nada aparecem na
tela todos bem estereotipados assim como a situação absurda em que segue a
história que mistura agências secretas do governo e sua aparente total
inutilidade em um mundo globalizado pós 11 de setembro pós guerra fria e
aparentemente mistura a futilidade e o culto as aparências e ao
individualismo decadente hoje em dia.
Muito doido como eu disse mas vale!

Por último pra relaxar cinema-pipoca que envolve, comove e deixa agente
extasiado. Australia conta a saga épica de um período da formação daquela nação com muito clichê que
também é muito bom quando se quer assistir um bom filme, diversão pura do
início ao fim com mocinha destemida, herói viril, criança encantadora, terra
inóspita, vilão cruel, guru da montanha, fotografia lindíssima e muitos
efeito especiais. Cinema também é isso. Assista com pipoca!

Espero que gostem e me retornem com a opinião de vocês.


beijos a todos

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