O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou uma lista das "10 estratégias de manipulação" através da mídia:
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais" (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas').
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
Presença virtual não é tarefa simples e manter tudo em dia pode ser mais confuso do que parece, sua colocação no meio virtual não é dicotômica entre o pessoal e o profissional, é preciso entender que na rede tudo está misturado e você deve harmonizar as partes para que uma ajude a outra,acontece que como tudo ainda é experimentação cometemos muitos erros e muitas vezes o profissional atrapalha o pessoal e vice versa.
Vejo hoje uma proliferação de entendidos de internet pra tudo quanto é canto e que muitas vezes cobra caro oferecendo um serviço medíocre ou mercenário ou os dois, eu já cai em situações escabrozas de todo tipo contratando pessoas para realizar serviços para mim na web, por isso resolvi fazer com minhas próprias mãos e descobri que ninguém sabe tudo de internet e como na vida todo mundo tem algo a acrescentar. Estou conseguindo cada vez mais a potencializar o que faço e integrar o pessoal e profissional de forma que um complete o outro. Sites, ferramentas e rede sociais tudo faz parte mas nada individualmente ou isoladamente basta. A forma como vou moldar a minha presença virtual valerá no futuro como, meu raio-x, minha identidade, meu passaporte, minha biografia e tudo mais que precisar.
Depois de um longo silêncio, vou comentar 4 filmes que assisti.
Duas semanas voaram e só consegui assistir 4 filminhos, vamos a eles:
Outlander, ação, fantasia e um pouquinho de ficção científica. O filme se passa na Noruega da época dos vikings mas o mote da história é a chegada do forasteiro que desce de uma nave espacial a caça de um ser alienígena. O filme poderia ter um monte de situações interessantes com o embate entre um forasteiro que tem uma tecnologia avançada e os violentos e primitivos vikings, mas esse é digamos um filme B com efeitos especiais de qualidade e diversão simples para anestesiar o cérebro que de vez enquanto é bom. o forasteiro é vivido por Jim Caviezel, que já protagonizou a figura de Jesus em A Paixão de Cristo, e de novo é o "escolhido" só que agora de forma bem mais prosaica, o objetivo de Kainan é achar e matar o alienígena que sobrou de um planeta que ele conquistou e dizimou todos os outros da mesma espécie, nada legal do ponto de vista ecológico mas quem disse que esse filme é pra isso é ação e aventura e ponto final. Encontros do Fim do Mundo, é um documentário que mostra os encontros e perspectivas de vida das pessoas que foram parar lá nas geleiras do polo sul, estudando vulcão, plantas, pinguins ou se estudando, pois o que as pessoas parecem mais fazer lá é se estudar e estudar os rumos que estamos dando neste planeta, a imensidão branca, gelada e silenciosa pauta o filme e nos coloca a uma reflexão constante já que lá não tem mais pra onde ir a não ser voltar, então a pergunta que nos segue desde o momento que nascemos fica em caixa alta, " QUE DIABOS ESTAMOS FAZENDO AQUI?" e essa pergunta não é só pra quem ta lá, é muito mais pra quem tá aqui, perdemos muito tempo com coisas de pouca importância pra não termos que que fazermos perguntas difíceis a nós mesmos. O diretor Werner Herzog, de "O Homem Urso" é um documentarista de mão cheia e mais uma vez acerta ao apontar sua câmera ao mesmo tempo para as pessoas e para o planeta. O Menino do Pijama Listrado, é mais um filme sobre a segunda guerra mundial, é mais um filme que a visão é de uma criança sobre a realidade, mas como na alegoria da caverna, nós desde os primórdios gostamos de ouvir histórias e cada um tem um jeito de contar a sua. Bruno é um garoto de oito anos e é filho de um oficial nazista, para ele o pai é uma referência e motivo de admiração, nesta idade tudo parece extremamente simples e a única coisa que queremos é brincar, brincar nos ajuda a entender o mundo e com Bruno não é diferente, alheio a guerra que seu pai milita, ele e a familia são tranferidos da capital para uma zona rural onde a nova casa mais parece um quartel, apesar de não querer ir Bruno não tem opção e ao chegar procura rapidamente explorar o local para brincar e buscar novos amigos, a casa aparentemente isolada, só tem mais próximo uma "fazenda" que na visão do garoto é um possível local para fazer novos amigos, uma das piores coisas deste período foram que as atitudes eram pautadas em mentiras e omissões e alheio a isso Bruno se torna cada vez mais curioso em conhecer as pessoas da "fazenda" apesar de terem o estranho hábito de só andarem de pijamas listrados, sendo um pouco poupado pela mãe e um pouco negligenciado por todos, Bruno vai descobrindo cada vez mais coisas e vai tirando suas própias conclusões, numa dessas explorações ele conhece um garoto da "fazenda" chamado Shmuel, triste e calado Shmuel tem também sua própria visão da dura realidade que passa, uma forte amizade começa apesar da cerca de arame farpado que os separa, os dois tem em comum a admiração que nutrem por seus respectivos pais e é por causa deles que o destino une os dois. Mentira, admirição, inocência e crueldade formam uma mistura amarga em que ninguém sai ganhando, mas parece ser da natureza humana.Esta semana não deu pra ver 5 e por isso vou comentar somente os 4 que vi.
Desde já agradeço os e-mails de incentivo e os comentários sobre os filmes criticados até aqui. Continuem isso é estimulante pra mim. Vamos aos filmesWatchmen, é uma série publicada pela DC Comics na década de 80 e foi um marco na história dos quadrinhos, escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons a série dividida em seis capítulas deu um nó na cabeça da garotada da época e transformou definitivamente quadrinhos em literatura também para adultos. O filme é dirigido por Zack Snyder que podemos considerar um especialista em adaptações de revistas em quadrinhos para o cinema, Snyder foi o diretor de 300 de Frank Miller e ganhou notoriedade por seu apurado detalhismo na produção e sua intervenção praticamente inexistente na transcodificação do quadrinho para o cinema, ele percebeu que além de ótimas histórias os quadrinhos já são storyboards prontos e sendo fiel a cada quadro ele consegue agradar em cheio aos fãs, normalmente nerds chiitas, gerando assim um boca a boca involuntário até mesmo por que ser nerd hoje virou moda. O filme se passa no agora longíquo ano de 1985 em uma realidade paralela em que os Estados Unidos venceram a guerra do Vietnã e que o presidente Nixon ao invés de renunciar foi reeleito e governa o país naquele ano, os anos 80 foram o auge da guerra fria e é entorno da iminência de uma nova Guerra Mundial que a trama se desenvolve, os super-heróis do título já não existem mais, pois através de uma lei o governo baniu a atuação de qualquer vigilante mascarado, apesar da intervenção essencial dos heróis para a sua vitória na guerra do Vietnã. A morte do Comediante o mais velho dos vigilantes que pertenceu os Minutemen grupo anterior de heróis, que é apresentado nos créditos, levanta a suapeita de um conspiração para eliminar aqueles que um dia foram vigilantes e isso faz com que pouco a pouco cada integrante do grupo volte a ativa para uma última e derradeira missão que envolve mais que suas vidas e sim as decisões tomadas unilateralmente para o fim ou preservação da raça humana, o filme apesar de ser de ação, com efeitos especiais incríveis e os personagens principais usarem máscara, Watchmen definitivamente não é filme pra criança que narra de forma criativa o intrincado jogo político que ocorreu na década de 80. Esse talvez seja um dos filmes do ano apesar de ser para um nicho específico e muito gente vai entrar e sair do cinema sem ter sacado do que se trata. Vale o risco. Ten inch Hero, filme feito para meninas adolescentes curtirem um dos ídolos teen do momento, realmente não sei o que me deu de assitir esse filme, eu gosto de comédias românticas mas essa não é grande coisa. Uma garota que teve uma gravidez na adolescência parte para uma cidade na Califórnia em busca do casal que adotou sua filha, lá ela se emprega em uma lanchonete se envolve com a vida e os dramas dos funcionários e seu patrão assim como eles se envolvem com o drama dela, tudo parece dar incrívelmente certo mesmo quando dá errado e culmina com um final alá novela da Globo com cada personagem encontrando sua cara metade. Pfuuuu O Lutador, é a confirmação da ressurreição de Mickey Rourke como ator, ele já foi galã no clássico 9 1/2 Semanas de Amor e depois fez uma sucessão de porcarias até que deu no saco e resolveu ganhar a vida como lutador de boxe e foi mais uma sucessão de fracassos acompanhado de muita porrada na cara e uma série de cirurgias plásticas mal sucedidas que culminam na figura no mínimo estranha que temos hoje, que deve ter ajudado a produção a economizar na maquiagem do personagem. O filme conta a história de um lutador de Wrestling (luta-livre ou telecatch) que teve seu auge em 1989 e agora vinte anos depois ainda tenta sobreviver com o resto de fama dos seus tempos de glória, Randy "The Ram" Robinson é um personagem parado no tempo e aprisionado na solidão da sua fama, o ser humano por trás do lutador sofre como qualquer um mas o personagem não o liberta para ser uma pessoa comum, até que sua velha carcaça sofre um ataque cardíaco e Randy se vê incapacitado de continuar lutando e ao tentar mudar de vida ele se mostra uma pessoa emocionalmente frágil e sem capacidade de trasformação, uma grande atuação de Mickey Rourke que lhe rendeu uma indicação ao Oscar e confirmou que ele é um excelente ator e que a contrário do personagem tem grande capacidade de se reenvientar e nenhum apego a suas glórias do passado. Dúvida, um padre e uma freira se enfrentam em uma escola católica em uma discussão motivada por uma suspeita de aliciamento de um menor e único negro que estuda na escola, um roteiro bem feito e um elenco muito bom conduzem ao espectador hora a pender em favor do padre ora em favor da freira e aqui não cabe dizer quem está certo e sim saber conviver com a dúvida que sempre paira em várias ocasiões de nossas vidas e que não cabe a nós julgarmos as atitudes dos outros sem termos provas. Assista que esse filme vale a pena e faz pensar. Até a semana que vemApós o recesso do carnaval, retomo novamente os comentários sobre os filmes que vi esta semana.
Curiosamente quase todos os filmes tiveram relação ou com nosso destino inevitável, a morte ou com preconceito ou os dois. Os filmes:O Expresso conta a história de um garoto chamado Ernie Davis que logo cedo descobre que tem uma vocação na vida, correr, sua habilidade na corrida o leva aos campos de Futebol Americano. Ernie Davis era um fenômeno do esporte, o único problema era que por ser negro numa América racista do final dos anos 50 início dos 60 Davis sofreu todo os tipos de obstáculos para buscar seus objetivos. O filme é ao mesmo tempo a clássica história de saga do herói que supera todos os desafios e também biográfica porque Ernie Davis realmente existiu e é um ídolo e referência de luta para os americanos no período que negros não podiam frequentar os mesmo lugares que brancos, a luta pelos direitos iguais ainda iniciava, Davis não tinha discurso político, mas sua postura dentro e fora de campo e a consciencia de sua capacidade o colocavam em lugar de destaque, vale destacar também que o filme se propõe a passar uma mensagem edificante e como não pode deixar de ser tem sempre o que podemos chamar de clichês da saga, como o guru que o orienta, neste caso dividido em três personagens o técnico, o ídolo de futebol e o avô, todos colaboram para que o herói seja lapidado como um diamante nas mais diversas adversidades, mas como a vida não se preocupa com happy end o nosso herói no final é vencido, o filme é legal como uma boa sessão da tarde deve ser. Milk é um dos filmes que estiveram no oba oba da premiação do Oscar este ano e levou o prêmio de melhor ator com o agora inquestionável Sean Penn. Harvey Milk era uma cara que levava sua vidinha pacata, mundana e homossexual ou gay como ele mesmo preferia chamar em Nova York nos anos 60, pretes a completar 40 anos Milk decide dar uma guinada na sua vida ao lado do companheiro Scott e vai morar em São Francisco, abrir uma loja de fotografia, hoje referência gay muito graças a Milk, a cidade na época era extremamente fechada e avessa a qualquer tipo de manifestação deste tipo, Harvey intencionalmente começa a transformar a rua de sua loja em um reduto para seu pares chegando a ser conhecido como o Prefeito da Rua Castro, além disso era um visionário e líder por natureza e logo percebe que a brincadeira poderia e devia ficar mais seria e com apoio de seus amigos ele embarca na empreitada de se eleger a um cargo público, lutando abertamente pela causa e direitos dos gays na cidade de São Francisco, Harvey também se tornou referência por sua abnegação, compromisso e foco em uma busca que durou praticamente dez anos para que ele fosse eleito. O filme é sobre luta e busca de um objetivo maior que é pensar na comunidade, mas como o herói é gay talvez sofra a mesma desconfiança que sofreu Broke Back Montain alguns anos atrás aqui no Brasil, muito falado mas pouco assistido. Deixe o preconceito de lado e assista um grande elenco dirigido pelo sempre talentoso e polêmico Gus Van Sant.Olá Amigos,
Gostei muito do resultado do meu primeiro e-mail e por isso vamos para uma nova rodada de filmes que vi.Esta semana ao invés de 5 filmes vão ser 4+1, 4 filmes que vi esta semana e 1 que já tinha visto. Os filmes:O primeiro filme foi O Curioso Caso de Benjamin Button, filme que é grande favorito ao Oscar, de um diretor que eu gosto muito, David Fincher, que dirigiu a dez anos atrás o Clube da Luta e retoma novamente sua parceria com Brad Pitt. O filme é uma adaptação do conto de mesmo nome escrito por F. Scott Fitzgerald, a premissa da história é extremamente interessante, imagine se nascêssemos com 90 anos de idade fisicamente e com o passar do tempo fossemos ficando cada vez mais jovem até a morte? Confesso que isso já havia passado pela minha cabeça e acho que muita gente já pensou nisso também e por isso criei uma espectativa sobre o filme e isso é o que de pior podemos fazer antes de assistir a uma obra cinematográfica, pois a possibilidade de nos decepcionarmos é grande e foi o que aconteceu. Não li o livro e não gosto de comparações entre livros e filmes adaptados pois sei que são linguagens bem diferentes, mas acho que é justo fazer uma comparação do filme com indicados ao Oscar, que sempre seguem um padrão de conduta que obriga a quem quer concorrer as estuetas moldar um formato que seja palatável ao espectador medíocre (Sem tom pejorativo, medícre = mediano) e por isso a história não decola, quando podíamos esperar situações inusitadas e extremamente reflexivas da nossa condição humana na aventura da vida, temos apenas um história simplória de uma cara que enquanto jovem/velho era curioso mas não se permitia ter a ansiedade da juventude por limitações físicas e quando se torna um velho/jovem sua muitas experiências vividas o tornam uma pessoa no auge do seu vigor físico é igualmente sereno agora por seu cérebo não ser mais de um garoto, se alguma coisa fica desse filme e na forma até como ele foi feito, foi de que a sabedoria está em escolhermos o meio termo, pois os extremos atrapalham nossa jornada. Vale ver mesmo assim. O segundo filme foi O Leitor, não tinha a menor idéia do que se tratava mas me interessei em assistir só pelo fato de ter Kate Winslet no elenco. Um adolescente de 15 anos na Alemanha Ocidental tem um caso amoroso com uma mulher mais velha no verão de 58, aparentemente no início achamos que é apenas uma mulher mais velha iniciando sexualmente um garoto, mas logo percebemos existe uma troca de favores onde cada um oferece o que outro quer, enquanto Michael quer liberar seus hormônios juvenis, Hanna é analfabeta, uma mulher dura e amarga, mas tem um grande facínio por histórias que podemos conhecer através da leitura que é prontamente suprida por Michael. Mas como os dois sabiam este romance não tinha futuro e subtamente em uma visita de Michael a Hanna, ele descobre que ela havia se mudado sem deixar vestígio, a vida segue e Michael vai para a faculdade de direito e em uma aula expositiva de um julgamente de simpatizantes nazistas Michael reencontra Hanna entre um dos réus, aí que a história se torna interessante pois o filme é todo contado como lembranças de Michael já homem maduro e tudo já está consumado aparentemente, durante o julgamento Hanna é condenada a prisão perpétua justamente por guardar um segredo que Michael conhece também, é interessante o olhar dado para um dos piores períodos da história e coloca-lo distanciado dos valores políticos ou religiosos e vermos as pessoas e não como um massa sem rosto, todos sabemos que a história é contada por que venceu e não podemos ser hipócritas, seja um regime, seja uma religião ou a sociedade, todos são representações da coletividade, mas esta coletividade é formada por indivíduos e quando botamos a luz sobre um único indivíduo o todo não mais o representa pois cada um de nós somos únicos em nossas virtudes e mazelas. Interessante é ver a parte final desta história de amor, em que Michael passa a ler para Hanna mesmo presa através de fitas cassetes enviadas para ela regularmente e que através das fitas Hanna se auto-alfabetiza e sua perspectiva de mundo é visivelmente mudada para além das paredes da sua cela. Recomendo muito que vejam. Quando fazemos um filme sempre queremos passar para os outros algo que achamos importante. O terceiro filme chama-se O Escafandro e a Borboleta e também fala de prisão. A câmera na maior parte do tempo é a visão de Jean-Do, editor da revista Elle que tinha uma vida bem-sucedidamente comum, até que sofre um derrame que o paralisa quase totalmente, deixando movimentar apenas um olho. Mas a imaginação e a memória de Jean-Do estão intactas e ele se mostra um cara perspicaz e muito bem mau-humorado o que o torna nosso herói que nesta aventura desafia os limites do corpo, que nesta condição é um escafandro pesado e tenta levar da melhor forma possível o seu convívio com familiares e amigos se comunicando e interagindo com UM OLHO e mostrando que nossa alma e nossa mente são as grande dádivas do ser humano, livre sempre como um borboleta. Muito bom, veja. Che - O Argentino é a biografia do grande momento da vida de Ernesto Guevara, que foi a Revolução Cubana. Che é um ícone revolucionário, histórico e pop que marcou o século XX, labutou por uma causa que para muitos hoje pode parecer romantica e ingênua, muito mais que um comunista, Che era uma homem que pensava no coletivo e acreditava que só podemos viver bem se todos tiverem condições para isso e era capaz de morrer por isso. Valores éticos muito bem definidos pautaram sua vida e o tranformaram no personagem que é, valores que não tem cunho político de esquerda ou direita, nem comunista, nem capitalista, é de uma coragem e entrega que vimos poucas vezes na história. Quando realmente homens se tornam únicos, quando nada o seduz, nem a vaidade, nem o poder, nem o caminho mais fácil e Che é assim mostrado no filme. Steve Soderbergh é um diretor talentoso e expõe sua visão sobre o momento tentando mostrar um distanciamento imparcial que da beleza ao filme, Benicio Del Toro está muito bem incorporando Che Guevara e acho o filme vale apena ser visto e debatido apesar de vivermos outra época hoje. Por último quero recomendar Persépolis, originalmente lançado como história em quadrinhos se tornou uma bela história de animação que conta de forma autobigráfica a infância até a idade adulta de Marjane Satrapi que autora e desenhista do livro e diretora do filme, Marjane é conteporânea minha e viveu sua infância e adolescência nos maravilhosos anos 80 mas ao contrário de mim brasileiro e latino americano, Marjane nasceu num país milenar marcado por anos de guerras e opressões o antigo Império Persa e hoje conhecido como Irã. Nos anos oitenta eu assistia na televisão falarem da guerra Irã x Iraque mas não tinha menor idéia do que se tratava e Marjane estava lá vivendo e tendo experiências semelhantes as minhas como qualquer criança, mas em um cenário de regime autoritário de cunho religioso muçulmano e em guerra com o país vizinho tão autoritário quanto do ditador Saddam Husseim na época aliado dos americanos. Mais uma vez com no filme O Leitor o interessante é o olhar sobre o indivíduo e suas experiências e escolhas na jornada da vida, independente dos momentos históricos. Veja animação não é só para crianças. Bom espero que gostem e vejam todos.BeijosAmigos,
Esta semana retomei um velho hábito a muito esquecido, ver filmes e como